Vulva Livre, Alma Liberta!

O Tantra vê o universo como uma manifestação da consciência divina em um estado de brincadeira divertida, expresso por meio do equilíbrio das energias feminina e masculina: Shakati e Shiva. Desenvolveu-se um braço do Tantra que usou a sexualidade como caminho para a realização do Divino. No Tantra, a vagina é o assento do Divino, e o fluido (kuladravya) ou néctar (kulamrita), originados nos céus.

Do século II depois de Cristo até o século XVIII, foram desenvolvidas na China uma tradição taoísta de práticas sexuais semelhantes e uma filosofia sexual relacionada. No Tao, a vagina também era vista como divina e uma fonte de vida. Encorajava-se os homens a levar a mulher ao orgasmo com grande cuidado e habilidade, para que se beneficiassem das essências energéticas do yin [polaridade feminina da totalidade terrena dual yin-yang]. O pênis era visto como um receptor da longa vida concedida pelos fluidos vaginais femininos. Os homens recebiam treinamento com base nos textos clássicos do yoga sexua (a “educação do pênis”) [sic!!] para garantir que satisfizessem a suas mulheres sexualmente com longas preliminares e a penetração cuidadosamente ritmada, já que a harmonia pessoal e cósmica, juntamente com a prole saudável eram vistas como dependentes do êxtase sexual feminino.

[Repito: a harmonia pessoal e cósmica, juntamente com a prole saudável eram vistas como dependentes do êxtase sexual feminino]

Como o historiador Douglas Wile descreve em seu livro Art of the Bedchamber: The Chinese Sexual Yoga Classics, “no mínimo, o homem deve retardar seu clímax para se ajustar à diferença no tempo de excitação entre ‘fogo e água’ para garantir a plena satisfação da mulher”. Wile elucida a filosofia taoísta ainda mais:
‘Diz-se que a mulher ama a lentidão (hsu) e a duração (chiu), detesta a pressa (chi) e a violência (pao) (…) A mulher expressa seus desejos por meio dos sons (yin), movimentos (tung) e sinais (cheg ou tao). Em suas respostas sexuais, ela é comparada ao elemento água, “demora a aquecer e demora a esfriar”. (…) Longas preliminares são uma pré-condição fundamental para o orgasmo.

[Ouviram homens? >> Longas preliminares são uma pré-condição fundamental para o orgasmo << assim, sabidas há mais de milênio…]

Os textos taoístas sobre sexo asseguram que a intensidade sexual feminina é maior que a de seu parceiro do sexo masculino e, portanto, foi necessário que os homens tivessem um treinamento sexual para harmonizar essas desarmonias inatas. As técnicas ensinadas cultivaram o controle sexual masculino e a crença em um “fluido de jade” produzido pela mulher para proporcionar saúde. Os textos taoístas sobre sexo acreditam que as mulheres liberem fluidos medicinais de diferentes partes do corpo, inclusive debaixo da língua, dos seios e da vagina. O objetivo do homem, também pelo bem de sua própria saúde, era provocar a liberação desses fluidos preciosos: o texto sagrado do taoísmo The Great Medicine of the Three Peaks explica que o seio feminino fornece o “suco de jade”, que, ao ser sugado pelo homem, nutre seu baço e sua medula espinhal. Ao sugar os mamilos, ele também abre “todos os meridianos femininos” e “relaxa a mente e o corpo da mulher”. Essa ação penetra o “poço florido” e estimula o “portal misterioso” inferior, fazendo que os fluidos do corpo e o chi (energia) transbordem. “Dos três objetivos de absorção”, escreve o autor, “essa é a sua primeira tarefa”. Quando a relação sexual ocorre, as emoções da mulher são voluptuosas, seu rosto enrubesce e sua voz se torna trêmula. Nesse momento, seu “portal” se abre, seu chi é liberado e as secreções fluem. Se o homem empunhar sua “haste de jade” alguns centímetros e assumir a postura de “dar e receber”, ele, então, estará aceitando o chi e absorvendo as secreções dela, fortalecendo assim seu próprio “yang primário” e nutrindo seu espírito.

Esses termos, tão estranhos à nossa cultura, merecem atenção. Uma mulher que pensa em sua vagina e sexualidade dessa forma – na qual a essência que flui de sua vagina durante o sexo oral é considerada uma fonte de saúde ao parceiro; na qual o parceiro aprendeu que seu primeiro dever é relaxar o corpo e a mente da mulher antes de fazer amor com ela – estaria livre das pressões que muitas mulheres ocidentais sofrem quando recebem atenção sexual, que vão desde a ansiedade pela demora de chegar ao orgasmo até a culpa por seu ”egoísmo sexual”. E esse relaxamento, como já vimos inúmeras vezes, é a chave para a abertura sexual da mulher. }

Trechos de: Vagina, Uma Biografia (Naomi Wolf) [grifos nossos]

[OBS É PRA COMPARTILHAR SEM MEDO DE SER FELIZ E MARCAR OS BOY TUDO MEEESMO!
EDUCAÇÃO NUNCA É DEMAIS 😉😉😋😎😎

ah! e aproveita pra curtir nossa pág e #segueavulvanoinsta @vulvalivrealmaliberta ❤

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: